De virada, Boca já tinha perdido outra final de Libertadores

O histórico vitorioso do Boca Juniors em Libertadores – são seis títulos – também é marcado por outra derrota de virada em decisão – assim como ocorreu nesse domingo (9), em Madri, em jogo com o rival River Plate (3 a 1). Em 1963, o Santos, de Pelé, perdia para o Boca por 1 a 0 em La Bombonera, o que forçaria uma terceira partida para se conhecer o campeão. Mas Coutinho empatou e o próprio Pelé selou a vitória brasileira no finalzinho, diante de cerca de 50 mil pessoas que lotavam o estádio do time argentino.

Naquela final, o Santos havia vencido o primeiro confronto, em casa, por 3 a 2. Se perdesse na Argentina, haveria outro jogo para a decisão do título – não havia na época critério por saldo de gols ou alguma vantagem por marcar no campo do adversário nas partidas finais, atesta o Terra.

De todo modo, o revés para o Santos, mesmo que realizado em La Bombonera, não pode ser comparado pelos torcedores do Boca à dimensão da derrota para o River Plate na primeira decisão de Libertadores entre duas equipes argentinas.

A segunda partida da final da Libertadores de 2018, após empate por 2 a 2 no estádio do Boca, precisou sair da Argentina por causa de distúrbios nos arredores no Monumental de Nuñes no dia marcado para a decisão – o ônibus do Boca foi apedrejado por torcedores do River e dois jogadores do time se machucaram. A Confederação Sul-Americana de Futebol determinou então Madri como local para o jogo derradeiro.

Com o gol de Benedetto, nos últimos minutos do primeiro tempo, no Estádio Santiago Bernabéu, o título ficaria com o Boca. Mas na sequência, o River foi muito mais eficiente, empatou com Pratto, e virou, na prorrogação, com Quintero. Ainda teve tempo de Martinez fazer o gol mais fácil da história de uma final de Libertadores, conduzindo a bola desde a intermediária, sem marcação e sem goleiro por perto – Andrada estava no ataque do Boca, tentando o empate.

10/12/2018

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